oS ANIMAIS SIGNIFICAM:

domingo, 27 de março de 2011

Adopção de animais

            Vários animais encontram-se em centros de acolhimento por não terem dono como, por exemplo, em canis. Estes animais, requerem a ajuda de pessoas que gostem dos mesmos e lhes possibilitem todos os cuidados necessários.
            Existe a adopção de vários tipos de animais, porém, cães e gatos são os mais procurados como também os mais acolhidos por diversas instituições. Ajudar qualquer animal que não tenha abrigo, não só se salva uma vida, como também se dá oportunidade de acolhimento para outro. Tomar a atitude de adoptar um animal é deveras importante no sentido de dar abrigo ao animal em questão, como lhe dar felicidade.
            Infelizmente, existem muitos animais que se encontram sem um dono, sem alguém que lhes dê amor. Antes de proceder a este processo de adopção, muitas pessoas pensam como é estar no lugar destes animais, abandonados, com fome, frio, dor e solidão. É necessário que alguém que adopte um animal o faça de livre vontade e valorize o mesmo. Não basta querer ter um animal, é também fundamental ama-lo, respeita-lo e ter todos os cuidados essenciais para com ele.
            Existem vários lugares onde se podem adoptar animais, para tal basta apenas fazer uma simples pesquisa na internet, pelo Google, e apareceram inúmeras páginas de internet, associações de abrigo aos animais abandonados e canis municipais onde isto é possível. Páginas de internet temos por exemplo,” www.adopta-me.org”,” www.adoptar.no.sapo.pt” e “www.companhiadosanimais.com “. Associações de abrigos aos animais abandonados temos, por exemplo, a “Associação dos Amigos dos Animais de Santa Maria da Feira”, a “Associação Limiana dos Animais de Rua de Ponte de Lima” e a “Associação Protectora dos Animais Domésticos de Ovar”. Já quanto aos canis municipais, temos por exemplo, o “Canil Municipal de Alcochete”, o “Canil Municipal do Barreiro” e o “Canil Municipal de São Pedro Merelim”.
            As pessoas que pretendem adoptar animais, deverão aceder a um dos sites que possibilitem a mesma adopção ou ir até um dos centros de abrigo dos mesmos, escolher o animal que pretende, levar uma fotocópia do bilhete de identidade ou cartão de cidadão e um comprovante de residência. Para além disso, deverão comprometer-se a cuidar do animal e do seu bem-estar, não o abandonar, fornecer abrigo e alimentação, medicamentos necessários, bem como amor e carinho.

Lídia Pinto

Pesca

A pesca trata-se de extracção de organismos aquáticos, do meio onde se desenvolveram para diversos fins, tais como alimentação, para fins industriais ou por desporto.
A pesca desportiva é uma pesca que se pratica por desporto ou hobby e pode ser também chamada pesca de lazer ou amadora.
Neste tipo de pesca é usual utilizarem uma vara de pesca, linha de pesca ou anzol, é praticada no mar, rios e lagos utilizando-se iscas naturais ou artificiais.
Esta pesca está ligada a actividades de integração social e lazer, visto que promove a união familiar ou de grupos de amigos, sendo também muitas vezes motivo de viagens de turismo.
O que é mais comum nesta modalidade é a pesca de marlin e outros peixes marinhos de grande porte, como também, de menor porte, como a truta e carpas.
A maioria dos pescadores desportivos afirmam ter respeito pelos peixes e pela natureza, porem não é o que se sucede. Com a prática desta actividade os níveis mínimos de espécie demasiado pescados têm de ser mantido recorrendo a meios artificiais. As consequências deste tipo de pesca fazem-se sentir essencialmente nos peixes capturados, que são magoados quando mordem o anzol e são puxados para fora de água para serem posteriormente mortos ou mandados de novo á agua.
Porém, e de forma indirecta, os problemas desta actividade alastram-se, porque um peixe que morde um anzol é uma possível presa de outros predadores, como por exemplo de aves. Os animais são também vitimizados pelas linhas de pesca estendidas, com ou sem ganchos. A pesca desportiva faz com que uma grande quantidade de chumbo seja espalhada pela natureza, que sendo este (chumbo) um dos metais mais pesados e venenosos tem efeitos deveras nocivos tanto para os seres humanos como para outros animais.
Esta actividade atrai várias pessoas por vários motivos. Entre eles estão a excitação, repouso, contacto com a natureza, contacto social e alimento.
Muitos pescadores exercem esta actividade por excitação, pois para alguns a luta com o peixe é exaltante, outros exercem por repouso devido ao facto de as margens serem bastantes sossegadas, deixando o stress e fazendo com que os pescadores se concentrem na pesca.
Outras razoes que justificam a procura desta actividade é o contacto com a natureza, pois para muitas pessoas esta serve de inspiração e aproveitam a pesca para dar um passeio, e o contacto social, visto que a pesca desportiva é um hobby e tal como em qualquer outro encontram-se pessoas com os mesmos gostos e interesses, fazendo até novas amizades
Muitas pessoas também procuram a pesca pelo alimento, pescando os peixes para mais tarde comerem.
Para além disto, existem várias organizações que apelam ao exercício desta actividade como é o caso em Portugal, da Federação Portuguesa da Pesca Desportiva que abrange várias competições de pesca quer a nível nacional, quer a nível internacional.
É importante referir que para exercer actividades piscatórias é necessário possuir licença para tal, caso contrário trata-se de pesca ilegal.

Lídia Pinto

Luta de Cães


Luta de cães é uma luta entre cães especialmente criados e treinados para o efeito. É um desporto sangrento considerado como entretenimento gerador de lucros ilícitos e é praticado á margem da lei.
Estas lutas são praticadas por cães de raça tanto em classes sociais como classes altas. As lutas são proibidas em diversos países e detectadas pelas autoridades, porém o meio ultra secreto onde se realizam dificulta qualquer actuação.
Estas lutas são geralmente combinadas entre dois criadores que se conhecem e que pretendem, cada um, mostrar que o seu cão é o melhor. Ocorrem em circuitos fechados e envolvem essencialmente como cães o pitbull.
Existem apostas feitas em qual será o cão vencedor e cada aposta ronda os quinhentos euros. Esta verba é entregue ao árbitro para posteriormente dar ao vencedor da aposta. Muitos destes cães são treinados durante meses e as suas lutas são comparadas ao boxe, uma vez que o vencedor é aquele que demonstrar uma maior resistência.
 Em Portugal, estes combates fazem-se notar, com maior relevância, no Norte do país, pois para além de existir um maior número de assistentes, o volume das apostas é maior. Já no Centro e Sul do país isto não se sucede, existindo um menor número de combates e uma entrada mais restrita.
Existem também vários combates deste tipo em armazéns, garagens e recintos abertos, onde até mesmo crianças podem assistir.
Devido a esta prática, muitos animais de estimação são roubados, para servirem como treino aos animais de combate. No prazo de dois meses desapareceram inúmeros animais de companhia.
A grande maioria dos animais treinados para estes combates têm destinos trágicos: ou sofrem danos psicológicos irreversíveis, ou são mortos no combate ou então acabam por morrer posteriormente.
Todas as pessoas que são contra esta crueldade e pretendem acabar com esta situação, devem tomar medidas, tais como: denunciar a situação ás autoridades mais próximas, caso saiba onde ela se pratica; telefonar ou escrever para associações protectoras de animais, apresentando testemunhas; enviar para as autoridades fotografias ou vídeos comprovativos.
É também possível impedir que esta violência contra os direitos dos animais cresça e se instale: procedendo a campanhas de sensibilização; não deixar animais andarem sozinhos nas ruas; caso alguém vir carros ou carrinhas não identificadas a recolher animais na rua, deve tirar a matricula e informar as autoridades.


Lídia Pinto

Caça



Antigamente, a caça era usada como forma de sobrevivência, porém, hoje em dia, é usada como desporto ou hobby.
Esta caça desportiva não visa essencialmente a obtenção de alimentos mas sim a conservação de tradições, a emoção da perseguição e/ou abate.
Esta actividade tem contribuindo para a extinção de muitas espécies animais em todo o mundo e, por isso, foram criadas normas reguladoras de caça. Essas mesmas normas só permitem esta actividade em determinados locais, para determinadas espécies, em determinados períodos e em quantidade limitada. Em alguns países existe mesmo a proibição total da caça.
Ao invés, a actividade enriquece muitas empresas e associações de caça desportiva. Só em Portugal, existem duzentas e setenta mil licenças e um número não contabilizado de caçadores ilegais.
Como forma de atrair caçadores, no norte da América, são várias as agencias que estão a implementar programas. Estes são conhecidos como programas de “controlo ou preservação da vida selvagem” que consistem em aumentar o número de espécies de caça para que existam muitas á disposição dos caçadores e com isto mais lucros da venda de licenças de caça.
Para além disto, passou a ser utilizado veneno para deter o aumento dos animais considerados predadores, com a desculpa de que é necessário existir um programa de controlo sobre esses mesmos animais. Este método está a contribuir para a morte de diversas espécies de animais, como é o caso dos abutres em Portugal.
Um outro problema é o abandono de cães no fim da época de caça, que normalmente são deixados nos montes sem controlo nem recolha.
Caso não exista qualquer tipo de intervenção, o equilíbrio dos ecossistemas mantém-se, garantindo assim a sobrevivência da maioria das espécies. Os predadores ajudam a manter este equilíbrio pois matam apenas os animais mais doentes ou fracos.
Contudo, a caça gera diversos impactos sobre o meio ambiente, tais como contaminação acústica – o disparo de uma bala produz um nível de ruído superior aos limites máximos permitidos pela Organização Mundial de Saúde –  , contaminação dos solos – os cartuchos, e outros acessórios de caça são lixo que é deixado pelos caçadores na zona de caça e o chumbo é também um metal extremamente poluente e que em grandes quantidades pode envenenar a fauna – , a abertura de estradas e trilhos florestais – com a pratica de caça foram abertos novos acessos á população e consequentemente a reclusão da vida natural em pontos mais inacessíveis.  
Contudo, a caça não é apenas um problema para o equilíbrio da natureza. Por exemplo, nos Estados Unidos, acredita-se que a transferência de veados e patos criados em zonas de caça contribuiu para o alastramento epidémico da Doença do Desgaste Crónico (CWD). Este tipo de doença é fatal e foi relaccionada com a doença das vacas loucas e o abate deste tipo de animais continua a ser praticado.
Um outro risco é a ingestão da carne do animal caçado que pode transmitir parasitas. Quando os animais caçados apresentam mau aspecto, os caçadores deitam-nos fora ou dão-nos de comer aos cães de caça, o que acaba por ser também perigoso visto que o ciclo de transmissão de parasitas é reiniciado.
Alem disto, existe também o negócio de espécies cinegéticas para caça que tem aumentado drasticamente. Nos Estados Unidos existem aproximadamente duas mil reservas de caça e no Reino Unido cerca de trinta e cinco milhões de aves são criadas em recintos onde são engordados, para mais tarde serem abatidos por caçadores. Estes chegam a pagar entre trezentos a dois mil euros por dia para esse abate.

Lídia Pinto